Vereadora é feita refém durante assalto em Itaboraí


A vereadora de Itaboraí Joana Lage (PTB) foi mantida refém, junto com seu marido, durante um assalto à sua casa, em Vila Brasil, no mesmo município, na manhã de terça-feira. O casal chegou a ser amarrado e ameaçado de morte, e os bandidos conseguiram roubar mais de R$ 30 mil em eletrônicos e dinheiro. Ironicamente, o caso aconteceu horas antes da parlamentar ir para uma reunião no Fórum de Itaboraí para discutir os índices de criminalidade na cidade.

O crime aconteceu quando o marido da vereadora chegava à escola da família, na Rua Santa Catarina, onde moram, por volta das 8h, e foi rendido por um homem armado que anunciou o assalto e o levou para a casa.

O bandido estava acompanhado de mais três homens num Siena preto. Destes, apenas dois entraram encapuzados no imóvel e, amarraram mãos e pés de Joana e seu marido, e os trancaram no quarto do casal.

De acordo com as vítimas, os ladrões chamavam Joana de vereadora e diziam que o assalto já estava “dado”, porque eles sabiam que encontrariam dinheiro e objetos de valor na casa. A ação durou quase uma hora e, nesse período os criminosos chegaram a dizer que ateariam fogo no quarto com o casal dentro. “Na hora eu tentei me manter calmo, porque a minha esposa estava ali também. Mas quando acabou tudo, a sensação foi de impotência. Foi difícil até depois, porque eu não consegui mais relaxar dentro da minha própria casa. Eu só fiquei em casa, mas não conseguia nem dormir. Ficamos com muito medo”, desabafou o empresário.

Os bandidos roubaram câmeras fotográficas, smartphones, tablets, notebooks e dinheiro. Além disso, ainda levaram o sistema de monitoramento da casa que havia flagrado o assalto.

Joana e o marido foram soltos pela empregada, que chegou no meio da ação e também foi mantida refém. A vereadora contou que o crime alterou a rotina da família, que temendo outros atentados, irá se mudar do bairro.

“Eu nunca pensei em sair de Vila Brasil, nem mesmo quando fui eleita. Muitos parlamentares se elegem e se mudam do local de origem, eu nunca critiquei essa postura, mas não me via saindo daqui, minhas raízes estão aqui. Moro no bairro há 49 anos, foi aqui que eu consegui me eleger e conquistei tudo que tenho. Mesmo as pessoas me alertando para sair daqui por conta da violência, eu nunca quis. Mas agora eu não tenho outra alternativa e espero que todos me entendam. Tememos um novo assalto e até mesmo sermos mortos. Em menos de uma hora ele alteraram toda a rotina que eu tive durante anos. acabaram com a minha liberdade”, lamentou Joana. O caso está sendo investigado pela 71ªDP (Itaboraí).

Fonte: JORNAL O SÃO GONÇALO/ Thuany Dossares

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